Comunicação/unidade social
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Na perspectiva da teoria dos sistemas autopoiéticos de Niklas Luhmann, a célula da sociedade é a comunicação, dessa unidade é possível a vida em sociedade. O processo comunicativo envolve não só os sujeitos e as mensagens (informações), mas também a construção social dos signos (unidades formadoras de sentido). Trata-se da semântica social, da relação circular entre a estrutura e a operação construtoras dos signos. Comunicação, portanto, provém da "cotidiana processualidade de sentidos", significa dizer: em sociedades complexas como a nossa, o convívio social é possível devido ao procedimento de seleção dentre alternativas. Comunicar é selecionar, portanto requer identificar a unidade cognitiva (signo). Dar sentido as coisas, ao mundo é um processo de distinção, logo, delimita as possibilidades a serem consideradas. Ao tratar a comunicação como unidade da vida em sociedade Luhmann se afasta da concepção estruturalista da linguagem (do chamado assujeitamento) como proposto por Saussure e Michel Foucault, bem como se afasta da teoria estruturalista da sociedade como em Talcott Parsons. Explicar a vida social a partir da comunicação permite a Luhmann conceber a teoria dos sistemas autopoiéticos como forma mais adequada de explicação da sociedade, principalmente por sua característica de paradoxo: os dois lados do signo (afirmativo e negativo) estão sempre presentes no signo, portanto, sistema e ambiente (interno e externo)estão sempre conectados e concebidos. Considerar a comunicação como unidade social envolve, também, relacionar aprendizagem e mudança: a vida em sociedade só é possível porque podemos imaginar que as ações podem mudar em situações distintas, portanto estamos em constante mudança construtivismo.
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