Desenvolvimento econômico
Desenvolvimento econômico é o desenvolvimento de riqueza material dos países ou regiões, assim como o bem-estar econômico de seus habitantes.
O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população.
Tais medidas são, por alguns, consideradas como um movimento em direção ao pensamento ocidental em suas expressões econômicas, culturais e políticas . Assim, percebemos logo a razão pela qual se julgam alguns como país subdesenvolvido, já que o padrão de desenvolvimento corresponde às economias capitalistas avançadas. Metas capitalistas, como crescimento econômico, aumento do PIB nacional e per capita, são buscadas pelos países "em desenvolvimento" para tornarem-se países desenvolvidos.
Foram muitas as teorias para conseguir atingir maior desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, criando empregos e promovendo obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital. Essa teoria foi muito popular até os anos 1950, onde o endividamento dos Estados por um lado e a grande acumulação de excedente monetário na mão das indústrias, forçou uma mudança de foco. Agora, os Estados deveriam reduzir despesas, e as empresas tinham recursos suficientes para entrar nos mercados mais distantes do planeta: se tornariam empresas multinacionais ou transnacionais. Surgia a escola neoliberal de pensamento econômico, já esboçada teoricamente em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek, e colocada em prática pela inglesa Margaret Thatcher e pelo americano Ronald Reagan nos anos 1980.
Hoje, as práticas neoliberais se tornaram ponto central para alcançar maiores patamares econômicos para uma nação; reformas com esse intuito foram aplicadas em vários países, notadamente nos mais pobres, para que com a liberalização dos mercados fosse possível atrair um número maior de investimentos. Entre algumas medidas consideradas "necessárias" para os neoliberais, estão as privatizações de empresas estatais, a abertura de mercado de capitais, o fim das reservas de mercado e a flexibilização de leis trabalhistas. Muitas dessas reformas foram polêmicas, principalmente aos trabalhadores, como na Bolívia e na Argentina, onde milhares deles foram às ruas para protestar contra esse modelo.
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