Arikah Map

Juiz de Fora

Nota: se procura o tipo de magistrado, consulte juiz de fora.

Juiz de Fora
Juiz de Fora:Vista aérea de Juiz de Fora, Rio Paraibuna à esquerda, Morro do Cristo à direta - outubro de 2005
""
Juiz de Fora:Brasão desconhecido
Brasão desconhecido
Juiz de Fora:Bandeira de Juiz de Fora
Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 1850
Gentílico juiz-forano
Lema
Prefeito(a) Carlos Alberto Bejani
PTB, no cargo até 2008
Localização
Juiz de Fora:Localização de Juiz de Fora
{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}" {{{lonP}}}
Estado Juiz de Fora:Bandeira de Minas Gerais.svg Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata
Microrregião Juiz de Fora
Região metropolitana {{{região_metropolitana}}}
Municípios limítrofes Santos Dumont, Ewbank da Câmara, Piau, Coronel Pacheco, Chácara, Bicas, Pequeri, Santana do Deserto, Matias Barbosa, Belmiro Braga, Santa Bárbara do Monte Verde, Lima Duarte, Pedro Teixeira e Bias Fortes.
Distância até a capital Não informado
Características geográficas
Área 1.436,850 km²
População 501.153 hab. est. 2005
Densidade 348,8 hab./km²
Altitude 696 metros
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC -3
Indicadores
IDH 0,828 PNUD/2000
PIB R$ 3.674.196.819,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 7.573,68 IBGE/2003
</td></tr>

</table>


Juiz de Fora é uma cidade e município brasileiro do estado brasileiro de Minas Gerais, situado na Zona da Mata.

Tem um PIB per capita de 6,2 mil reais e uma das mais altas expectativas de vida do Brasil. Estrategicamente localizada entre os maiores mercados consumidores do país, é dotada de toda a infra-estrutura exigida para modernos empreendimentos. Ocupando lugar de destaque em Minas em qualidade de vida e investimentos, Juiz de Fora também se destaca no ranking de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU).

Juiz de Fora é um importante centro regional cultural, sendo a única cidade de sua microrregião a ter cinemas, teatros, casas noturnas e outros locais de entretenimento funcionais. Há também importantes museus como o Museu Mariano Procópio e o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes e uma Orquestra Filarmônica (a Orquestra Filarmônica Pró-Música). A cidade realiza anualmente um festival de música clássica, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

A vida cultural também é estimulada pela Universidade Federal de Juiz de Fora e diversas escolas de ensino fundamental, médio e superior, públicas e particulares, fazendo do município um destino comum para estudantes. A UFJF oferece 33 cursos de graduação, quinze de mestrado, dois de doutorado e vários de especialização, totalizando mais de doze mil alunos matriculados.

Juiz de Fora chegou a ser a cidade mais importante de Minas Gerais, devido ao forte crescimento industrial conseguido durante a época em que era chamada de "Manchester Mineira". Com a criação da capital Belo Horizonte, a cidade ainda assim continuou a progredir até o ano da grande crise econômica de 1929, quando a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo. Juiz de Fora só conheceu novo período de desenvolvimento no período da ditadura militar. Durante a década de 1980, a cidade passou por longo recesso econômico, no entanto nos últimos anos os grandes investimentos voltaram à cidade, sendo muitos esperados para o ano de 2007 (como um shopping e um aeroporto regional).


Índice

História

Juiz de Fora:Vista panorâmica da cidade (1893). Ao fundo, a Companhia Têxtil Bernado Mascarenhas e à direita, em primeiro plano, a antiga cadeia, atual Escola Normal.
Ampliar
Vista panorâmica da cidade (1893). Ao fundo, a Companhia Têxtil Bernado Mascarenhas e à direita, em primeiro plano, a antiga cadeia, atual Escola Normal.

A história de Juiz de Fora confunde-se com a história do século XIX mineiro. Situada na Zona da Mata, suas origens remontam à abertura do Caminho Novo, estrada criada em 1707 para o transporte do ouro. Diversos povoados surgiram, estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam rumo ao porto do Rio de Janeiro, a exemplo de Santo Antônio do Paraibuna, criado por volta de 1820.

Em 1850, a vila de Santo Antônio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, quinze anos depois, ganha o nome de "cidade do Juiz de Fora". Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O juiz de fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação desse personagem na história local ainda são polêmicas.

Um personagem de grande importância na cidade foi o engenheiro alemão Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld (Henrique Guilherme Fernando Halfeld), que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo considerado um de seus fundadores.

Mas contar a história de uma cidade é mais que citar seus personagens ilustres e seus feitos. Fazemos referência à população pobre e livre que vivia na cidade, responsável pelo pequeno comércio, produção de gêneros e utensílios de primeira necessidade e aos escravos, que constituíam, na década de 1860, quase 60% da população total.

A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se expandia pela Zona da Mata mineira, dando origem à formação de várias fazendas. Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria, com 144 Km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem entre a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café.

Mariano Procópio Ferreira Lage contrata então 1.193 [[imigração alemã no Brasil|imigrantes alemães] para a construção da estrada e cria um núcleo colonial que, com a finalização das obras da União e Indústria, volta-se para a produção de gêneros agrícolas e dá origem à Colônia D. Pedro II, hoje atual bairro São Pedro. Os colonos se fixaram também na Vila São Vicente (atual Borboleta) e na Rua Mariano Procópio. Os imigrantes que chegaram à Juiz de Fora vieram em busca de uma melhor condição de vida e, após o fim da construção da estrada, se dedicaram às profissões que praticavam na Alemanha. Assim, a cidade foi sede do primeiro curtume industrial do país, a primeira cervejaria, a primeira estação telefônica e o primeiro transporte público de Minas Gerais. Ao lado de toda esta atividade industrial, o comércio também progredia, podendo contar no ano de 1870 mais de 170 estabelecimentos comerciais e de serviços. É interessante citar também que os alemães que vieram para Juiz de Fora em 1858 foram os primeiros protestantes a chegar no Estado.

Juiz de Fora:Vista panorâmica de Juiz de Fora, cerca de 1907
Ampliar
Vista panorâmica de Juiz de Fora, cerca de 1907

No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Em 1889, foi inaugurada no município a primeira usina hidrelétrica de grande porte da América do Sul, a Usina de Marmelos, importante marco do setor elétrico do país e grande impulsionadora da indústria na cidade.

Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a cidade passa a ser denominada "A Manchester Mineira". Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em segundo lugar, o da produção de alimentos.

Juiz de Fora, no fim do século XIX, possuía uma dinâmica vida cultural, representada pelos teatros, jornais, colégios e intensa atividade literária. A própria arquitetura reflete a prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético das construções, com diferentes manifestações do passado: o gótico, o grego e com a introdução, neste século, do Art Nouveau e Art Déco. Mais tarde, na década de 50 do nosso século, encontramos construções com concepções modernas, como as obras de Oscar Niemayer e os painéis de Di Cavalcanti e Cândido Portinari.

Durante todo o século XX Juiz de Fora se destacou nos grandes momentos históricos do País. E, após viver um período de relativa decadência industrial a partir dos anos quarenta, passou a se destacar pelo crescimento dos setores comercial, industrial e de prestação de serviços, o que a coloca como a segunda cidade de Minas Gerais e a Capital da Zona da Mata Mineira.

Pontos turísticos

Juiz de Fora:Vista aérea de Juiz de Fora, avenida Rio branco - outubro de 2005
Ampliar
Vista aérea de Juiz de Fora, avenida Rio branco - outubro de 2005
Juiz de Fora:Universidade Federal de Juiz de Fora - outubro de 2005
Ampliar
Universidade Federal de Juiz de Fora - outubro de 2005

Ver também

Ligações externas


Estado de Minas Gerais, Sudeste
Geografia, Política, Cultura, Esportes
Minas Gerais, Brasil Juiz de Fora:Bandeira de Minas Gerais Juiz de Fora:Bandeira do Brasil
CapitalBelo Horizonte
MesorregiõesCampo das Vertentes | Central Mineira | Jequitinhonha | Metropolitana de Belo Horizonte | Noroeste de Minas | Norte de Minas | Oeste de Minas | Sul e Sudoeste de Minas | Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba | Vale do Mucuri | Vale do Rio Doce | Zona da Mata
MicrorregiõesAimorés | Alfenas | Almenara | Andrelândia | Araçuaí | Araxá | Barbacena | Belo Horizonte | Bocaiúva | Bom Despacho | Campo Belo | Capelinha | Caratinga | Cataguases | Conceição do Mato Dentro | Conselheiro Lafaiete | Curvelo | Diamantina | Divinópolis | Formiga | Frutal | Governador Valadares | Grão Mogol | Ipatinga | Itabira | Itaguara | Itajubá | Ituiutaba | Janaúba | Januária | Juiz de Fora | Lavras | Manhuaçu | Mantena | Montes Claros | Muriaé | Nanuque | Oliveira | Ouro Preto | Pará de Minas | Paracatu | Passos | Patos de Minas | Patrocínio | Peçanha | Pedra Azul | Pirapora | Piumhi | Poços de Caldas | Ponte Nova | Pouso Alegre | Salinas | Santa Rita do Sapucaí | São João del-Rei | São Lourenço | São Sebastião do Paraíso | Sete Lagoas | Teófilo Otoni | Três Marias | Ubá | Uberaba | Uberlândia | Unaí | Varginha | Viçosa
Regiões metropolitanasBelo Horizonte | Vale do Aço
Mais de 100.000 habitantesBelo Horizonte | Contagem | Uberlândia | Juiz de Fora | Betim | Montes Claros | Ribeirão das Neves | Uberaba | Governador Valadares | Ipatinga | Santa Luzia | Sete Lagoas | Divinópolis | Ibirité | Poços de Caldas | Patos de Minas | Sabará | Teófilo Otoni | Barbacena | Pouso Alegre | Varginha | Conselheiro Lafaiete | Araguari | Itabira | Passos | Coronel Fabriciano


Juiz de Fora:Brasaominasgerais   Este artigo é um esboço sobre Municípios do Estado de Minas Gerais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Categorias de páginas


!Esboços sobre os municípios de Minas Gerais | Municípios de Minas Gerais

Procurar

Procurar

Procurar