Quino
Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, (Mendoza, 17 de julho de 1932) é um humorista gráfico e criador de história em quadrinhos argentino.
Índice |
Biografia
Filho de imigrantes espanhóis, desde cedo é chamado pelos familiares pelo hipocorístico pelo qual é conhecido, Quino, para diferenciá-lo do tio homônimo, desenhista, com quem já aos três anos de idade aprende o gosto pela arte.
Em 1945 perde a mãe e em 1948 o pai. No ano seguinte abandona a Faculdade de Belas Artes.
Por vários anos tenta vender seus trabalhos nos jornais de Buenos Aires, sem sucesso. Finalmente em 1954 vê publicado seu primeiro desenho - mas a contribuição regular para os jornais deu-se somente três anos depois. Esporadicamente realiza campanhas publicitárias.
Casou-se em 1960, em 63 lança seu primeiro livro humorístico: "Mundo Quino" e, em 1964, nasce sua personagem mais conhecida, Mafalda.
Em 1970 Mafalda é publicada na Espanha e em Portugal, Quino começa a deixar as fronteiras da Argentina - mas não alcança sucesso na Alemanha e em França, onde Mafalda foi publicada em 1973.
Em 1976 Quino muda-se para Milão, aos poucos seus trabalhos vão tendo o reconhecimento e divulgação, hoje espalhados em todo o planeta. Na Argentina, "Mafalda" vira nome de uma praça, e diversas homenagens são prestadas ao criador e à criatura.
Uma menina questionando o mundo
A obra mais famosa de Quino é a tira cômica Mafalda, publicada entre os anos 1964 - 1973. Editada em tiras nos jornais, Mafalda questionava todos os problemas políticos, de gênero, e até científicos que afligiam sua alma infantil e, ao mesmo tempo, refletia o conflito que as pessoas da época enfrentavam, sobretudo com a progressiva mudança dos costumes e a já incipiente introdução da tecnologia no cotidiano.
Um bom exemplo é a tira onde Mafalda ouve no rádio:
- "O Papa fez um apelo pela paz"
E, com sua ingenuidade infantil, responde ao aparelho:
- "E deu ocupado como sempre, não é?"
Apesar de ter sido interrompida ainda no começo dos anos 70, Mafalda possui uma legião de fãs, e o trabalho de Quino ainda tem o merecido reconhecimento internacional, como um dos maiores cartunistas do mundo.
Outras obras de Quino
- Bien Gracias ¿Y usted? (Obrigado. E você?)
- A la buena mesa (Em boa mesa)
- Ni arte ni parte (Nada a ver com isso)
- Déjenme inventar (Deixe-me inventar)
- Quinoterapia
- Gente en su sitio (As pessoas em seus lugares)
- Sí, cariño (Sim, carinho)
- Potentes, prepotentes e impotentes
- Humano se nace (Humano se nasce)
- Yo no fui (Eu não fui)
Ligações externas
| BIOGRAFIAS |
|---|
A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z |
Categorias de páginas
Autores de arte seqüencial | Ilustradores de Banda Desenhada | Cartunistas da Argentina
